Taxa de condomínio

Descubra os fatores que influenciam na taxa de condomínio

A taxa de condomínio é um valor mensal e sucessivo pago por moradores para custear a manutenção dos serviços comuns nos empreendimentos.

Ao comprar ou alugar um imóvel em condomínios, muitos indivíduos não levam em consideração um valor que pode fazer uma diferença significativa no orçamento mensal: a taxa de condomínio. Esse valor é dividido entre usuários de residências e apartamentos para custear a manutenção dos serviços comuns.

Quer saber de que forma essa taxa é composta e outras informações importantes? Então acompanhe o nosso post!

Fatores que compõem a taxa de condomínio

A taxa de condomínio é composta, basicamente, pelas demandas do empreendimento. Dessa forma, se dá pela soma dos custos de conservação, manutenção, salários de funcionários,  áreas comuns do empreendimento, como piscina, salão de festas e playgrounds e serviços que trazem comodidade como, por exemplo, recolhimento de lixo por andar, serviço de mensageiros, auxiliar administrativos, recepcionistas e recreacionistas, entre outros.

Para saber se o valor cobrado é justo, o que é um questionamento muito comum entre moradores dos empreendimentos, basta fazer a soma das despesas do condomínio e dividi-las pelo número de condôminos.

Veja alguns fatores que fazem diferença no custo da taxa condominial:

Portaria

Quando um imóvel conta com portaria 24 horas, o salário dos profissionais envolvidos será um custo a mais do que em empreendimentos que não têm a mesma vantagem. Ou seja, a taxa de condomínio será maior.

Limpeza

Empreendimentos de maior porte, os quais oferecem uma série de itens de lazer, por exemplo, precisam mantê-los limpos para a segurança e bem-estar dos moradores. E isso envolve um número maior de colaboradores, os quais recebem os salários por meio da divisão de contas.

Comodidades comuns como, por exemplo, deixar o lixo no andar, requer um profissional para recolher todos os lixos  e levá-los para o lugar de descarte, encarecendo o condomínio.

Tamanho do condomínio

Quanto maior for um condomínio, mais necessidades ligadas à manutenção e conservação ele terá. Isso se reflete em taxas de condomínio mais elevadas. Portanto, é um item a ser observado antes de comprar ou alugar um empreendimento.

Número de moradores

Mesmo que um condomínio seja amplo, um fator que pode contribuir para a redução das taxas individuais é o número de moradores. Como é de se imaginar, quanto mais moradores houver, menores serão as taxas para cada condômino.

Serviços essenciais

As contas de água e luz são outros itens que pesam na taxa de condomínio. Empreendimentos que contam com elevadores e grandes áreas comuns iluminadas, por exemplo, têm custos maiores do que edifícios com menos benefícios.

Alguns condomínios, por exemplo, optam por reduzir a iluminação depois de determinado horário, desligar um dos elevadores a noite, visando reduzir custos.

Segurança

Segurança é um item que tem crescido no orçamento dos condomínios, principalmente, nos grandes centros. Há condomínios que além de todos os equipamentos eletrônicos, contratam profissionais para as áreas internas e externas, o que acaba influenciando também nos custos do condomínio.

Fração ideal e fração por unidade

A taxa de condomínio pode ser cobrada de duas formas dependendo do empreendimento: a partir da fração ideal ou fração por unidade.

A fração ideal é calculada com base no tamanho do imóvel, seja ele um apartamento, residência, loja ou cobertura. Na prática, isso significa que, por exemplo, caso em um mesmo edifício, uma unidade tenha 300m² e a outra 100m², o proprietário da unidade maior deve arcar com taxas maiores.

Porém, há empreendimentos que não fazem esse cálculo levando em conta apenas a metragem individual, mas o valor do imóvel baseado em cada unidade e seus diferentes aspectos, como andar, benfeitorias, posição em relação a rua, etc.

Já com a fração por unidade, como o nome sugere, o cálculo é feito igualmente entre todas as unidades, independentemente de tamanho ou valor.

É importante frisar que, apesar de o Art. 1336 do Código Civil estabelecer a fração ideal como regra de cobrança de taxas condominiais, essa também prevê que a convenção coletiva de cada imóvel é que realmente define a forma como os valores são cobrados.

Há, inclusive, condomínios que se utilizam das duas formas de cobrança. Por exemplo, quando se trata de despesas com manutenção e conservação a divisão de valores é feita por unidade. Porém, para as despesas consideradas extraordinárias, que envolvem valor de investimento, a cobrança é pela fração ideal.

Dessa forma, é essencial que o síndico faça uma análise e defina qual a melhor forma de arrecadar a taxa de condomínio, sempre com a aprovação dos moradores.

Além disso, é importante levar em conta questões como a inadimplência, a qual influencia no montante total que deverá ser dividido entre moradores.

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto ou tem alguma experiência a respeito para compartilhar? Comente aqui!

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